Todas as pessoas com papel nos documentos, com a situação que os documentos lhes dão. Cada afirmação diz quem afirma: PF, STF ou o autor da mensagem.
Preso preventivamente
Daniel Vorcaro
Dono do Banco Master
Preso preventivamente em 04/03/2026, na terceira fase da Operação Compliance Zero, segundo decisão do STF. Os documentos não informam a situação atual. Segundo a PF, as fraudes de cerca de R$ 12 bilhões teriam sido lideradas por ele. Ainda não foi denunciado nestes documentos. Foi multado pela CVM em processo administrativo.
Ver as provas →Prisão preventiva decretada
Henrique Vorcaro
Pai de Daniel Vorcaro
Teve prisão preventiva decretada por André Mendonça. Segundo a PF, era demandante, beneficiário e operador financeiro do núcleo chamado "A Turma". É decisão cautelar, sem julgamento.
Ver as provas →Preso preventivamente
Felipe Mourão
Investigado na Operação Compliance Zero
Preso preventivamente em 04/03/2026, segundo decisão do STF. Segundo a representação da PF descrita na decisão, ele gerenciava os dois braços operacionais do grupo, o núcleo "A Turma" e o núcleo "Os Meninos".
Ver as provas →Preso
Marilson Roseno
Policial federal aposentado
Preso, com transferência ao Sistema Penitenciário Federal determinada na decisão. Segundo a decisão, em juízo de delibação, ocupava posição de liderança operacional do núcleo "A Turma".
Ver as provas →Preso, segundo a defesa de Henrique
Fabiano Zettel
Citado como operador financeiro
A decisão registra, a partir da petição da defesa de Henrique Vorcaro, que ele está preso. Segundo a decisão, ele também figurava como operador financeiro responsável pelos pagamentos ao grupo.
Ver as provas →Prisão preventiva decretada
David Henrique Alves
Investigado na Operação Compliance Zero
Prisão preventiva decretada por André Mendonça, em decisão cautelar e sem julgamento. Segundo a decisão, figura, em tese, como líder do núcleo "Os Meninos", grupo de ataques cibernéticos e monitoramento digital ilegal.
Ver as provas →Prisão preventiva decretada
Victor Sedlmaier
Investigado na Operação Compliance Zero
Prisão preventiva decretada por André Mendonça, em decisão cautelar e sem julgamento. Segundo a decisão, a PF o individualiza como integrante do núcleo "Os Meninos", prestador de serviços a David Henrique Alves.
Ver as provas →Prisão preventiva decretada
Rodrigo Pimenta
Investigado na Operação Compliance Zero
Prisão preventiva decretada por André Mendonça, em decisão cautelar e sem julgamento. Segundo a decisão, é apontado como integrante do núcleo "Os Meninos", ligado a David Henrique Alves.
Ver as provas →Prisão preventiva decretada
Manoel Mendes
Investigado na Operação Compliance Zero
Prisão preventiva decretada por André Mendonça, em decisão cautelar e sem julgamento. Segundo a decisão, é descrito como "operador do jogo do bicho" e integrante do núcleo "A Turma", com liderança de um braço local no Rio de Janeiro.
Ver as provas →Prisão preventiva decretada
Anderson Wander
Agente da Polícia Federal
Prisão preventiva decretada por André Mendonça, em decisão cautelar e sem julgamento. Segundo a decisão, é agente da PF da ativa e é apontado como braço de Marilson Roseno dentro da corporação, com consultas indevidas a sistemas internos.
Ver as provas →Prisão preventiva decretada
Sebastião Monteiro
Policial federal aposentado
Prisão preventiva decretada por André Mendonça, em decisão cautelar e sem julgamento. Segundo a decisão, é individualizado como integrante operacional do núcleo "A Turma".
Ver as provas →Medidas cautelares
Erlene Lacerda
Investigada na Operação Compliance Zero
Medidas cautelares decretadas por André Mendonça: proibição de sair da comarca e do país e entrega de passaporte. É decisão cautelar, sem julgamento. Segundo a decisão, é apontada como interposta pessoa e gestora financeira de Marilson Roseno.
Ver as provas →Medidas cautelares
Medidas cautelares decretadas por André Mendonça: proibição de sair da comarca e do país e entrega de passaporte. É decisão cautelar, sem julgamento. Segundo a decisão, é descrito como contador de empresa controlada por Marilson Roseno e responsável pela emissão de notas fiscais de pagamentos.
Ver as provas →Medidas cautelares
Katherine Telles
Investigada na Operação Compliance Zero
Medidas cautelares decretadas por André Mendonça: proibição de sair da comarca e do país e entrega de passaporte. É decisão cautelar, sem julgamento. Segundo a decisão, estava no carro conduzido por David Henrique Alves em 04/03/2026, quando eram levados equipamentos eletrônicos que a PF ligou ao núcleo "Os Meninos".
Ver as provas →Afastado do cargo
Andrei Rodrigues
Diretor-geral da PF (afastado)
Afastado da direção-geral da PF por André Mendonça em 08/09/2026. Segundo a decisão, a inteligência da PF produziu relatórios que monitoravam o próprio André Mendonça e o AGU Jorge Messias, e Andrei encaminhou esse material a Alexandre de Moraes em 01/09/2026. Ou seja, quem decidiu o afastamento é o ministro que a decisão descreve como alvo do monitoramento. A decisão também menciona "outras questões" e "potenciais ilicitudes" na conduta dele sem examiná-las e manda a Corregedoria da PF abrir apuração penal e disciplinar. As mensagens de Vorcaro não são o fundamento. Nas notas de Vorcaro aparece um "Andrei" que a PF diz que pode ser ele. O pedido de prisão do Partido Novo não foi apreciado nesta decisão.
Ver as provas →Afastado do cargo
Leandro Almada
Diretor de inteligência da PF (afastado)
Afastado da diretoria de inteligência da PF por André Mendonça em 08/09/2026, com base nos mesmos relatórios de inteligência.
Ver as provas →Afastada do cargo e medidas cautelares
Valéria Pereira
Delegada da Polícia Federal
Afastada do cargo, com medidas cautelares decretadas por André Mendonça. Segundo a decisão, ela e o marido são apontados, em tese, como responsáveis pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno por consultas indevidas ao sistema e-Pol.
Ver as provas →Medidas cautelares
Francisco Pereira
Agente aposentado da Polícia Federal
Medidas cautelares decretadas por André Mendonça: proibição de sair da comarca e do país e entrega de passaporte. É decisão cautelar, sem julgamento. Segundo a decisão, ele e a esposa, a delegada Valéria Pereira, são apontados, em tese, pelo repasse de informações sigilosas a Marilson Roseno.
Ver as provas →Citado. A PF identifica o contato
Alexandre de Moraes
Ministro do STF
Segundo a PF, notas escritas por Vorcaro foram enviadas a um contato salvo no celular dele como "Alexandre de Moraes BRASILIA". A PF atribui o número ao contato pelo nome salvo e, nos títulos e legendas, trata o contato como o ministro. O relatório não descreve verificação de quem é o dono da linha. Mensagens de Vorcaro registram encontros com "Alexandre" em 19 e 20/03/2025 e em 19/04/2025. O nome "Ministro Alexandre de Moraes" aparece como usuário de software nos metadados da minuta do contrato com o escritório da esposa. A PF diz que não fez diligência dirigida a magistrados.
Ver as provas →Relator. Alvo do monitoramento, segundo a própria decisão
André Mendonça
Ministro do STF, relator do caso
É o relator das investigações no STF. Em 08/09/2026, afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada. Na mesma decisão, ele afirma que a inteligência da PF produziu pelo menos seis relatórios, entre 3 e 31 de agosto de 2026, que monitoravam a ele próprio e ao AGU Jorge Messias. Ou seja, o ministro que decidiu o afastamento é o mesmo que a decisão descreve como alvo do monitoramento. Também decretou as prisões da Compliance Zero. Não há acusação contra ele nos documentos.
Ver as provas →Votou com o relator na 2ª Turma
Na 2ª Turma, acompanhou André Mendonça no referendo da decisão. No Plenário, antecipou o voto acompanhando o presidente, contra a questão de ordem de Gilmar Mendes.
Ver as provas →Votou com o relator na Turma. Impedido no Plenário
Nunes Marques
Ministro do STF
Na 2ª Turma, acompanhou André Mendonça no referendo da decisão. No Plenário, em 15/09/2026, foi registrado como impedido. A certidão não informa o motivo do impedimento.
Ver as provas →Pediu vista na Turma. Propôs a questão de ordem
Gilmar Mendes
Ministro do STF
Na 2ª Turma, pediu vista e interrompeu o referendo. No Plenário, propôs juntar os processos, redistribuí-los e certificar todos os magistrados citados no caso Master sobre os quais recaiam indícios de recebimento de valores indevidos, sem nomeá-los.
Ver as provas →Votou com Gilmar no Plenário
Cristiano Zanin
Ministro do STF
No Plenário, acompanhou a questão de ordem de Gilmar Mendes, ao lado de Alexandre de Moraes.
Ver as provas →Votou contra a questão de ordem
Edson Fachin
Presidente do STF
Presidente do STF e relator no Plenário. Votou contra a questão de ordem de Gilmar Mendes, assim como André Mendonça.
Ver as provas →Pediu vista no Plenário
Flávio Dino
Ministro do STF
Pediu vista no Plenário em 15/09/2026, o que interrompeu o julgamento da questão de ordem.
Ver as provas →Votou com o presidente no Plenário
Cármen Lúcia
Ministra do STF
No Plenário, antecipou o voto acompanhando o presidente, contra a questão de ordem de Gilmar Mendes.
Ver as provas →Afirmou suspeição
Dias Toffoli
Ministro do STF
No Plenário, afirmou suspeição e não votou. A certidão não informa o motivo.
Ver as provas →Citado por terceiros
Paulo Gonet
Procurador-geral da República
Quase tudo sobre ele chega por mensagens do advogado Ciro Soares, que atribui textos a "Gonet". A PF registra uma foto de Ciro com Gonet enviada a Vorcaro em 15/03/2025. Nas notas de Vorcaro há um "Paulo" que a PF diz que pode ser ele.
Ver as provas →Alvo do monitoramento, segundo a decisão
Jorge Messias
Advogado-geral da União
Segundo a decisão de André Mendonça, os relatórios de inteligência da PF também monitoravam o advogado-geral da União. Um deles atribuía a ele, por uma cadeia de hipóteses, a motivação de negar um pedido da PF para recorrer de decisões. Não há acusação contra ele nos documentos.
Ver as provas →Citada. Contratos e pagamentos registrados
Viviane de Moraes
Advogada, esposa de Alexandre de Moraes
O escritório dela assinou contrato com o Banco Master em 23/01/2024. Segundo legenda da PF, a versão final era de R$ 3 milhões mensais. A PF registra dois documentos de transferência de R$ 3.422.268,14 cada (fevereiro e março de 2024), um diálogo de julho de 2025 com pagamento do mesmo valor e um aviso de outubro de 2025 de que o escritório foi pago. Um segundo contrato, com a Vikings Participações, é de 12/05/2025, e uma funcionária de Vorcaro informou a cobrança de fatura de R$ 22,8 milhões em nome da Viking.
Ver as provas →Citado nas mensagens
Fábio Faria
Ex-ministro das Comunicações
Segundo a PF, foi ele quem compartilhou com Vorcaro o contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA", em 26/12/2023, e quem intermediou encontros e tratou do prazo do contrato com o escritório de Viviane de Moraes.
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